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Sample records for neurais artificiais sujeitas

  1. Estimativa de imagens solares soho através de redes neurais artificiais

    NASA Astrophysics Data System (ADS)

    Andrade, M. C.; Fernandes, F. C. R.; Cecatto, J. R.; Rios Neto, A.; Rosa, R. R.; Sawant, H. S.

    2003-08-01

    A Rede Neural Artificial (RNA), no âmbito da teoria computacional, constitui uma teoria emergente que, por possuir habilidade em aprender a partir de dados de entrada, encontra diferentes aplicações em diferentes áreas. Um exemplo é a utilização de RNA na caracterização de padrões associados à dinâmica de processos espaço-temporais relacionados a fenômenos físicos não-lineares. Para obter informações sobre o comportamento destes fenômenos físicos utiliza-se, em diversos casos, seqüências de imagens digitalizadas, onde a caracterização de alguns fenômenos espaço-temporais é o procedimento mais viável para descrever a dinâmica das regiões ativas do Sol. Com base em imagens observadas por telescópios a bordo de satélites, estudos de previsão de eventos solares podem ser programados, permitindo prever possíveis efeitos posteriores nas regiões mais próximas da Terra (tempestades geomagnéticas e irregularidades ionosféricas). Neste trabalho avaliamos o desempenho da RNA para estimar padrões espaço-temporais, ou seja, imagens solares em ultravioleta, obtidas através do telescópio a bordo do satélite SOHO. Os resultados mostraram que as RNA conseguem generalizar os padrões de maneira satisfatória sem perder de forma significativa os principais aspectos da configuração global da atmosfera solar, comprovando a eficácia da RNA como ferramenta para esse tipo de aplicação. Portanto, este trabalho comprova a viabilidade de uso desta ferramenta em projetos voltados ao estudo do comportamento solar, em trabalhos do grupo de Física do Meio Interplanetário (FMI) na DAS e em programas desenvolvidos pelo Núcleo de Simulação e Análise de Sistemas Complexos (NUSASC) do Laboratório Associado de Computação e Matemática Aplicada (LAC) do INPE.

  2. Prevendo a atividade solar através de redes neurais nebulosas

    NASA Astrophysics Data System (ADS)

    Martin, V. A. F.; Poppe, P. C. R.

    2003-08-01

    Atualmente, a integração de redes neurais com técnicas da Matemática Nebulosa (Fuzzy Sets), tem sido usada robustamente para fazer previsões em vários sistemas físicos. Este trabalho representa uma continuidade da contribuição apresentada anteriormente durante a XXVIIa Reunião Anual da SAB, onde exploramos a aplicação de redes neurais para previsões futuras de séries temporais. Para este, enfatizamos o uso da técnica ANFIS (Adaptative Neuro-Fuzzy Inference System), que consiste em uma rede do tipo back-propagation, onde os dados são processados em uma camada intermediária, tendo numa camada de saída, os dados numéricos. Para que a previsão seja feita com sucesso utilizando-se técnicas matemáticas adequadas, é fundamental a existência de uma série razoavelmente longa de modo que a dinâmica contida nesta possa ser melhor extraída pela rede neural. Nesse sentido, foram utilizados novamente os dados históricos das manchas do Sol (1818-2002) afim de verificar o comportamento futuro da atividade solar (Ciclos de Schawbe) a partir da técnica descrita acima. Previsões realizadas para o ciclo anterior (n.22, máximo de 158,5 em julho de 1989), bem como para o atual (n.23, máximo de 153 em setembro de 2000), apontam valores bastante coerentes com os publicados na literatura, levando em consideração, respectivamente, as barras de erros associadas: 166+/-18 e 160+/-14. Para o próximo ciclo de Schawbe (2006-2017), nossa previsão aponta o valor de 172+/-23 como máximo para o primeiro semestre de 2011 (Abril +/- 3 meses). A ANFIS acompanha de maneira satisfatória o movimento das séries estudadas durante o treinamento e durante a verificação (menor dispersão das funções de pertinência), com erro absoluto inferior a 20 por cento.

  3. Controle orbital de satélites artificiais com propulsão e uso de gravidade lunar

    NASA Astrophysics Data System (ADS)

    Torres, K. S.; de Almeida Prado, A. F. B.

    2003-08-01

    A redução do custo de combustível de uma manobra é atualmente a grande prioridade de todos os programas espaciais existentes no mundo. As manobras assistidas pela gravidade são uma ótima forma de se contornar o problema pois proporcionam economias com vasto impacto no custo final da missão. Neste trabalho é feito um estudo particular do controle orbital de um satélite artificial da Terra usando a gravidade da Lua. O objetivo é estudar uma técnica econômica para uma mudança de plano de um satélite que está em órbita em volta da Terra. A idéia principal desta abordagem é enviar primeiramente o veículo espacial em direção à Lua usando uma manobra mono-impulsiva para que assim o campo gravitacional da Lua possa fazer a mudança de plano desejada (sem custo de combustível) e só então retornar o veículo aos valores iniciais de semi-eixo e excentricidade usando uma manobra bi-impulsiva tipo Hohmann. Para tanto, é assumido que a espaçonave inicia em uma órbita circular coplanar à órbita da lua em torno da Terra e a meta é colocá-la em uma órbita similar que difere da órbita inicial somente pela inclinação. São usadas equações analíticas baseadas na abordagem Patched Conics para se calcular a variação na velocidade, momento angular, energia e inclinação do veículo espacial que realiza esta manobra. Várias simulações são feitas para se avaliar as economias de combustível envolvidas.

  4. Comparação de modelos para o cálculo de perturbações orbitais devidas à maré terrestre

    NASA Astrophysics Data System (ADS)

    Vieira Pinto, J.; Vilhena de Moraes, R.

    2003-08-01

    Aplicações recentes de satélites artificiais com finalidades geodinâmicas requerem órbitas determinadas com bastante precisão. Em particular marés terrestres influenciam o potencial terrestre causando perturbações adicionais no movimento de satélites artificiais, as quais tem sido medidas por diversos processos. A atração exercida pela lua e pelo sol sobre a terra produz deslocamentos elásticos em seu interior e uma protuberância em sua superfície. O resultado é uma pequena variação na distribuição da massa na terra, consequentemente no geopotencial. As perturbações nos elementos orbitais de satélites artificiais terrestres devidas a maré terrestre podem ser estudadas a partir das equações de Lagrange, considerando-se um conveniente potencial. Por outro lado, como tem sido feito pelo IERS, as mudanças induzidas pela maré terrestre no geopotencial podem ser convenientemente modeladas como variações nos coeficientes Cnm e Snm do geopotencial. As duas teorias ainda não foram comparados para um mesmo satélite. Neste trabalho são apresentadas e comparadas as variações de longo período e seculares nas perturbações orbitais devidas à maré terrestre, calculadas por um modelo simples, o de Kozai, e pelo modelo do IERS. Resultados preliminares mostram, para os satélites SCD2 e CBERS1, e para a Lua em movimento elíptico e precessionando, as perturbações seculares no argumento do perigeu e na longitude do nodo ascendente.

  5. Discriminação de núcleos primários no Observatório Auger

    NASA Astrophysics Data System (ADS)

    Tiba, A. K. O.; Medina Tanco, G. A.; Sciutto, S. J.

    2003-08-01

    A identidade das partículas, com energias E > 10EeV, que geram chuveiros atmosféricos extensivos (CAE) na atmosfera terrestre é um incógnita. Existem diferenças sutis, mas apreciáveis entre chuveiros gerados por fótons e por núcleos, como temos demonstrado em trabalho recente. Porém entre os núcleos, as diferenças são tão sutis, que a baixa estatística e incertezas experimentais têm limitado fortemente sua diferenciação até o presente. Tal discriminação precede qualquer aplicação astrofísica mas sofisticada de raios cósmicos de ultra-alta energia. Apresentamos aqui os resultados do desenvolvimento de novos métodos de diagnóstico para a análise de CAEs com aplicação específica ao Experimento Pierre Auger. Redes neurais, combinadas com simulações numéricas detalhadas de CAEs e dos dois tipos diferentes de detectores (Cherenkov em água e de fluorescência atmosférica) presentes no experimento são empregados na análise. Mostraremos a capacidade dos métodos de diagnóstico desenvolvidos, para a discriminação de diversas distribuições hipotéticas de massa-anergia.

  6. OV-Wav: um novo pacote para análise multiescalar em astronomia

    NASA Astrophysics Data System (ADS)

    Pereira, D. N. E.; Rabaça, C. R.

    2003-08-01

    Wavelets e outras formas de análise multiescalar têm sido amplamente empregadas em diversas áreas do conhecimento, sendo reconhecidamente superiores a técnicas mais tradicionais, como as análises de Fourier e de Gabor, em certas aplicações. Embora a teoria dos wavelets tenha começado a ser elaborada há quase trinta anos, seu impacto no estudo de imagens astronômicas tem sido pequeno até bem recentemente. Apresentamos um conjunto de programas desenvolvidos ao longo dos últimos três anos no Observatório do Valongo/UFRJ que possibilitam aplicar essa poderosa ferramenta a problemas comuns em astronomia, como a remoção de ruído, a detecção hierárquica de fontes e a modelagem de objetos com perfis de brilho arbitrários em condições não ideais. Este pacote, desenvolvido para execução em plataforma IDL, teve sua primeira versão concluída recentemente e está sendo disponibilizado à comunidade científica de forma aberta. Mostramos também resultados de testes controlados ao quais submetemos os programas, com a sua aplicação a imagens artificiais, com resultados satisfatórios. Algumas aplicações astrofísicas foram estudadas com o uso do pacote, em caráter experimental, incluindo a análise da componente de luz difusa em grupos compactos de galáxias de Hickson e o estudo de subestruturas de nebulosas planetárias no espaço multiescalar.